Formadora: Seane Oliveira Xavier
Disciplina: Língua Portuguesa
Pólo Cidade Nova
Data: 29/10/2009
Dando continuidade as nossas oficinas, realizamos no dia 29 de outubro de 2009 a oficina 07 do TP-4 (Leitura e Processos de Escrita I), na sala da UAB (Universidade Aberta do Brasil) às oito horas e trinta minutos. No período da manhã teve a participação de 28 cursistas no período da tarde 29.
Iniciei com a entrega e leitura da pauta e em seguida perguntei à turma se haviam lido as duas primeiras unidades (13 e 14) do TP- 4, apenas cinco levantaram as mãos dizendo que realizaram a leitura das duas unidades, o restante leu apenas a primeira, outros disseram que leram partes das duas unidades e dois não leram nada. Contudo, as discussões foram satisfatórias, pois o assunto debatido sobre letramento, às práticas de leitura e interpretação de texto é algo bem familiar aos professores e que eles tem muito a compartilhar.
Começamos com alguns questionamentos apresentados em slides, primeiro sobre o que eles compreendiam de Letramento, pedi que em dupla discutissem e escrevessem em uma folha, depois eles fariam a leitura para a turma e em seguida colocaríamos no mural. Gostei das compreensões das duplas, pois elas conseguiram dizer em poucas palavras o que entendiam de letramento, veja abaixo:
“É todo contato que o indivíduo venha a ter com a leitura e a escrita, mesmo que ele não seja alfabetizado, e esse contato pode se dar tanto no processo de escolarização quanto as suas experiências exteriores a escola.”
“É tudo o que a sociedade produz de forma escrita utilizando a linguagem verbal e não-verbal e que o homem é capaz de compreender sendo alfabetizado ou não.”
“Quando sistematizamos linguisticamente situações sociais e particulares, fundamentalizada na inserção prática da leitura aliada à escrita, isto é, descrever uma visão da sociedade, pautada em discursos.”
“São os usos e práticas sociais da leitura escrita e imagens com funções e intenções diversas.”
“Letramentos são as habilidades de leituras e escrita utilizadas pelos sujeitos, os usos e funções dessa habilidade como prática social. O letramento não está ligado diretamente à escolarização.”
“Eu entendo que letramento é toda e qualquer forma de escrita que o individuo usa para estabelecer comunicação.”
“É a prática das vivências sociais, utilizando-se a leitura e a escrita. É a vivência ou experiências cotidianas com os textos.”
“É a capacidade de ler e compreender o mundo e entender a função social da leitura e da escrita.”
“E a forma como a escrita e leitura e usada pelo individuo para conviver em sociedade.”
“Letramento é o nível de aprendizagem pelo qual o indivíduo deve passar para poder saber conviver em sociedade. Não é só saber ler ou escrever, mas compreender, interpretar e criar opiniões.”
“Entendemos por letramento a capacidade que a pessoa tem de ler e compreender o que está lendo, bem como saber a função de cada texto, sabendo comunicar-se e expressar-se dependendo do meio social.”
Depois da montagem do mural e das colocações das duplas, passei um vídeo do “Matuto no cinema” de Jessier Quirino, para discutirmos letramento, perguntei a eles se o personagem Matuto era letrado? Disseram que sim. Porque o Matuto tinha contato com o meio letrado - a cidade - que apesar dele ser um analfabeto, consegue fazer uma leitura da situação em que está inserido, já que narra os fatos numa seqüência lógica, faz comparações, faz uma leitura e interpreta o que vê, consegue dar significado as cenas. Encerramos essa discussão com slides contendo a definição de letramentos de acordo com duas autoras: Magda Soares, livro “Letramento um tema em três gêneros”; Leda Verdiani Tfouni, “Letramento e Alfabetização” e a definição do próprio TP. Ainda sobre o tema em discussão citei alguns filmes como: “O Leitor” e “Narradores de Javé”, o professor Aurismar sugeriu o filme “A glória de meu pai”, pedi a eles que assistissem alguns desses para discutirmos na próxima formação.
Passamos a outros questionamentos como: O que entendemos por diversidade cultural? O que é cultura? O que é representativo da nossa cultura local? O que é cultura material e imaterial? Qual a relação entre as práticas de letramento e as práticas de cultura local?
Neste momento todos participaram das discussões que foram feitas, no geral, falaram que cultura é tudo que representa uma coletividade, como os valores, as formas de pensamentos, tudo que representa os modos de viver de uma comunidade. Foi dito também, que a cultura depende muito de região, de estado e país. Uma professora relatou que numa palestra sobre cultura o palestrante ouviu a definição feita por um índio que “Cultura é tudo que se cultua”.
Quanto ao que representa a nossa cultura local, falamos das comidas, do círio, danças locais, as roupas, músicas, alguns comportamentos como, por exemplo, ouvir som alto. Disseram ainda, que a cultura aqui de Marabá vem de fora, que nós copiamos outras culturas. Falei que isso é normal, devido às varias pessoas que veem de outras regiões e que na convivência, misturam-se formando uma cultura local. Para finalizarmos a discussão, um dos professores acrescentou que essa cultura local deveria ser tema em discussão nos trabalhos e atividades desenvolvidos nas escolas, pois desperta o interesse dos alunos, trabalhar com textos que falem de uma realidade que eles conhecem, torna as leituras e as produções de textos mais interessantes e ajuda ainda na valorização dessa cultura. Paramos para um lanche às dez horas e quinze minutos e retornamos às dez horas e trinta minutos.
Após o intervalo iniciei fazendo a seguinte pergunta: Como vocês foram introduzidos no mundo da leitura? Então alguns relataram suas experiências de leitura, disseram que foram influenciados por irmãos, tios e colegas que viam lendo, e que os ajudaram a serem leitores. E algumas das leituras que realizavam eram de revista como capricho (que eram proibidas para menores de dezoito anos), fotos novelas, histórias em quadrinhos, romances (literatura de massa) como: Julia, Sabrina... Outros relataram que só tiveram contado com a leitura atrás da escola, pois nasceram em famílias de pais analfabetos ou que moravam na zona rural e não tiveram contato com livros.
Em seguida, perguntei o que eles acharam dos relatos de Patativa do Assaré e de Paulo Freire, responderam que estes foram alfabetizados com palavras e textos pertencentes à realidade deles, eram curiosos e observadores, características que foram fundamentais na alfabetização deles. Então perguntei se os nossos alunos são curiosos. Eles responderam que sim, mas quando o aluno chega à escola essa curiosidade parece acabar. Então o que fazer para despertar a curiosidade de nossos alunos? Responderam que levar coisas interessantes para os alunos lerem e verem, coisas que fazem parte da realidade deles, discutir temas como: sexo, internet, moda, filmes e outros que chame atenção e que gere discussão, assuntos que os envolvam e os façam ler e escrever.
Encerrei essa discussão falando que, nós professores descrevemos os nossos alunos como preguiçosos, já que não gostam de ler, não se interessam por atividade nenhuma, porém, são poucas às vezes que paramos para analisarmos as nossas propostas de leituras e atividades para os nossos alunos, refletir sobre a nossa prática é um exercício que nos temos que praticar muito ainda, e o gestar II vem nos ajudar nesse sentido.
Depois dessas discussões li alguns slides com a definição de leitura, de acordo com os seguintes autores: (Marisa Lajolo, 1982); (Koch, 2006); (Dell’isola, 2001); (Geraldi, 2006); (Kleiman, 2007.
Após a discussão sobre leitura, falamos sobre a importância do conhecimento prévio, pontuamos no TP, página 91, falamos sobre o conhecimento de mundo; conhecimento linguísticos; o conhecimento acerca do conteúdo do texto a ser lido; o conhecimento sobre as característica do gênero do texto.
Apresentei slides com algumas charges, para eles analisarem e fazerem interpretação. Depois da análise disseram que para fazerem a interpretação dos textos apresentados, o sujeito precisa conhecer a situacão em que o texto foi produzido, tem que ter outras leituras, conhecer outros textos. Depois dessa atividade de interpretação paramos para o almoço às onze horas e quarenta e cinco minutos.
No período da tarde iniciamos às duas horas e quinze minutos com o seguinte questionamento: Como planejamos nossas atividades de leitura ? Neste momento os professores ficaram um pouco calados e somente duas professores se dispusseram a falar, uma das professoras disse que como ela trabalha com artes e português, às vezes, inicia com uma imagem, pedindo para os alunos falarem sobre a imagem, explorando a percepção de cada um, depois ela passa para a leitura do texto (que tem uma relação com a imagem) faz perguntas orais e escrita. Outra professora disse que faz uma competição de leitura em sala de aula e que nessa atividade os alunos são incentivados a ler, mas não explicou o passo a passo, e disse que o último gênere que trabalhou foi história em quadrinhos.
Depois de um momento de silêncio, um dos coordenadores presente falou que os professores tem dificuldade de relatar suas práticas, porque não têm o hábito de planejar suas aulas, os professores de ensino fundamental de 6º a 9º tem muita resistencia quando se trata de planejamento. Essa parte da oficina senti que os professores tiveram dificuldade em relatar o trabalho deles com a leitura.
Em seguida, passamos a falar sobre alguns dos objetivo de leitura, que o professor ao planejar suas aulas deveria levar em consideração como : A leitura deve atender a objetivos claros e verdadeiros para os sujeitos; O professor deve conhecer os interesses dos alunos para oferecer-lhes experiências e materiais capazes de mobilizá-los; O professor deve ajudar os alunos a ter necessidades de leitura.
Assim, discutimos sobre cada momento de leitura: objetiva, inferencial, avaliativa, foi dado exemplo de alguns textos (informativo, públicitario, charge e um poema) e sugestão de como trablhar estes em sala de aula, levando em consideração os seguintes pontos : momento prévio, preparação para a leitura, a inter-relação com o gênero literário, a leitura do texto literário, mostrei algumas questões que poderiam ser trabalhadas no texto.
Passamos para o relato de experiência e somente os professores da escola irmã Theodora realizaram o avançando na prática, os outros professores falaram que estavam com outras atividades na escolas (feira de ciências, gincanas e outros projetos), que acabaram atrapalhado o desenvolvimento das atividades do Gestar II. A professora Ivonete, da escola Irmã Theodora, realizou junto com outros professores, de outras séries, o avançando na prática da página 41 do TP. Começaram falando da festa religiosa que acontece em algumas cidades do estado no Pará, o Círio de Nazaré. Iniciaram pedindo aos alunos pesquisarem textos (panfletos, folder, jornais, revistas...), que falassem sobre essa festa religiosa. Em sala, os textos foram lidos e discutidos com toda a turma, depois da discussões passaram para a produção de um texto informativo, esse texto foi produzido depois da festa do Círio, que foi realizada no dia 19 de outubro, aqui na cidade de Marabá. Eles tinham que relatar neste texto como é essa festa, e tudo que aconteceu durante a romaria. As produções foram feitas em sala de aula com o acompanhamento do professor, de acordo com a professora a correção ainda está sendo feita.
Falei da entrega dos relatórios que estão atrasados e do último prazo para quem não entregou os relatórios do TP-3.
Em seguida, iniciamos a terceira parte da oficina, formamos 4 grupos para fazer a interpretação e formulação de perguntas de interpretação para turmas de (5ª,6ª,7ªe 8ª), começamos essa atividade a partir das quatro horas da tarde, o tempo para esta parte da oficina ficou curto, já que nos demoramos na primeira parte da oficna, pois surgiram muitas discussões sobre o assunto, e só deu para os grupos lerem o que haviam produzidos, as interferencias que a turma teria que fazer foram poucas, ficou para o próximo encontro retornarmos as avaliações das atividades produzidas pelos grupos, para avaliação da turma.
Neste encontro não deu para fazer a avaliação da oficina por escrito, pedi para falarem rapidamente o que acharam da oficina, e que no último encontro desse ano, nós iremos fazer uma avaliação por escrito do programa. Assim, alguns falaram que gostaram da oficina, pois essa possibilitou uma reflexão dos professores quanto aos trabalhos com os textos na escola, que as discurssões foram esclarecedoras e ajudaram a resolver algumas angústias referente a leitura e produção de textos. E que no momento dos planejamentos nós professores iremos olhar os textos de forma diferente e propormos atividades que façam sentido para o nosso aluno.
Terminamos às cinco horas e quarenta minutos com encaminhamentos para a próxima oficina.
Marabá, 10 de outubro de 2009
Formadora: Seane Oliveira Xavier
Gestar II – Língua Portuguesa 0 comentários Postado por Seane às 10:41
Relatório da oficina nº 6 do TP3
Disciplina: Língua Portuguesa
Formadora: Seane Oliveira Xavier
Polo: Cidade Nova
Data: 29 de setembro de 2009.
No dia 29 de setembro de 2009, na sala da UAB (Universidade Aberta do Brasil) – SEMED- iniciamos a oficina número 6 do TP3 de Língua Portuguesa às 8 horas e 30 minutos, com a participação de 29 professores.
Iniciamos com a leitura da pauta, cada participante recebeu uma cópia na entrada, em seguida escrevi no quadro algumas informes sobre a avaliação diagnóstica de entrada do Gestar II:
· As avaliações das 8ª séries (português e matemática) serão entregues e aplicadas nos dias 01 e 02 de outubro;
· As provas deverão ser aplicadas pelo professor, na falta deste, poderá ser aplicada pelo coordenador ou diretor da escola;
· Cada professor receberá uma ficha de correção elaborada pela Secretaria de Educação para ajudar na avaliação das turmas;
· As fichas com os resultados das 8ª séries deverão ser entregues na Secretária de Educação para a professora Hila Zoé, para uma avaliação destas turmas que farão a Prova Brasil em novembro de 2009 ;
· As avaliações de 5ª, 6ª e 7ª séries serão entregues até o dia 13 de outubro nas escolas;
· A equipe de Língua Portuguesa está elaborando uma ficha de correção para entregar a cada professor.
Após estas informações reforcei aos professores que esta avaliação diagnóstica é um instrumento para o professor avaliar a sua turma, verificar as dificuldades de aprendizado da turma, planejar ações pedagógicas que ajude elevar o nível da turma.
Em seguida realizei com eles uma dinâmica chamada “entrevista Musical”, cada cursista recebeu uma cópia com perguntas e respostas, eu fazia as perguntas e eles respondiam cantando, este momento foi de descontração. Depois passamos para a socialização das unidades 11 e 12 do TP3.
Novamente os professores disseram que não lerão tudo por falta de TEMPO, que conseguiram fazer algumas atividades da unidade 11 ou só deram um lida, mas não deu para responder quase nada. Como não leram, não pontuaram nada no TP, não fizeram nenhuma crítica quanto ao material, então mostrei para eles alguns slides que resumia partes importantes do TP3: sequências tipológicas descrição, narração, injuntivo, preditivo e dissertativo/ gêneros textuais e sequências tipológicas
Logo após apresentação dos slides mostrei alguns EQUÍVOCOS da autora do TP: na página 108 ela classifica o domínio jornalístico de gênero, e de acordo com Marchusk, jornalístico é um domínio; outro equivoco é quando a autora do TP Chama o folhetim também de gênero, e sabemos que o folhetim desde sua origem não é um gênero, mas que porta sim vários gêneros.
ERROS GRÁFICOS página 99 e 100 sublinhar dois parágrafos do texto que não foram destacadas; página 149 no quadro do importante a palavra prescritivo em vez de preditivo; página 150 no avançando na prática ficou faltando a figura para ser analisada; na página 153 a data que constam no corpo texto não bate com a data do inicio da carta.
Falei também dos textos do TP que trabalha o tipo dissertativo na seção 3, são textos muito fracos, poderia ser trabalhado um texto jornalístico, por exemplo, um artigo de opinião que teria muitos argumentos a serem observados, e o exemplo ficaria mais claro; na página 156 em que se discuti sobre o gênero crônica neste TP não dá para trabalhar as características da crônica, o texto dado como exemplo é apenas um fragmento, dessa forma não tem como observar características do gênero, precisa ser complementado. Depois das observações, disse aos cursistas que nos próximos encontros iremos discutir mais sobre as características de alguns gêneros com material complementar.
Ao final da exposição falei novamente da importância a leitura do TP até mesmo para aplicação do avançado na prática, pois as atividades e as teorias discutidas no TP ajudam na compreensão das atividades com os alunos.
Após a exposição das duas unidades, passamos aos relatos das experiências, a professora Mônica relatou que fez o avançando na prática da página 109 que trabalha a descrição de um objeto. Primeiro a professora preparou a sala, colocou as cadeiras em círculos e arrumou a mesa colocando vários objetos em cima dela, em seguida pediu para os alunos descreverem oralmente alguns dos objetos expostos ali. Depois dessa atividade ela pediu que eles escolhessem um objeto de sua estima e descrevessem e só no final do texto revelasse o nome do objeto. Os seus alunos foram além, no final do texto eles desenharam o objeto. Após a produção apresentaram para toda a turma.
A professora Jessica trabalhou primeiro um texto que descreviam alguns objetos, depois trabalhou o mesmo avançando na prática da página 109, os alunos gostaram muito principalmente pela competição entre os grupos que fez com que todos participassem. Ela também fez uma produção de texto no final da atividade e poucos resistiram na hora de escrever.
A professora Maria Luisa também trabalhou o avançando na prática da descrição, ela nos contou que nas primeiras descrições os alunos não detalhavam muito, então ela parou um pouco e pediu para eles observarem como ela descrevia, e acrescentou que cada grupo que acertasse ganharia ponto, ela percebeu que eles começaram a dificultar a descrição do objeto, foram mais cautelosos em suas descrições na intenção de fazer o outro grupo errar. Ela no final pediu também uma produção de texto. Neste momento a professora Edina disse que teve este mesmo problema na sala dela, e que também fez suas intervenções e que deu certo.
Em todas as apresentações observei que os professores relataram o interesse dos alunos na parte da competição entre os alunos, pois alguns acharam que era apenas uma brincadeira, mas o interessante é que em todas as turmas teve uma participação de 100% dos alunos, os professores relataram que as maiores dificuldades que tiveram foi na produção dos textos, pois alguns alunos ainda têm certa resistência na hora de colocar no papel suas idéias.
Depois dos relatos dos professores cobrei deles os relatórios, alguns disseram que só faltava digitar, outros que não haviam terminado, aproveitei o momento para mostrar a eles um slide com algumas orientações para a elaboração dos relatórios, e que parte dessas orientações estavam no próprio TP na página 191. Depois estipulei outras datas para a entrega dos dois relatórios, ficando até o dia 09 de outubro para a entrega do primeiro, e o dia 16 de outubro para a entrega do segundo relatório.
Na parte da tarde iniciamos com a análise do texto de Jô Soares, “Composição: O salário mínimo” (páginas 195 e 196), a turma foi dividida em cinco grupos, em que três dos grupos iria enumerar argumentos para que o texto fosse considerado um exercício de redação escolar, e os outros dois grupos enumerar argumentos que mostrasse que não se trata de um exercício escolar. Assim veja abaixo a síntese dos grupos:
Grupo 1: Marciano Vidal Monteiro; Maria de Fátima Cutrim Dutra; Maria Luísa Lacerda Braga; Rosicley Araújo; Patrícia Luz pinto.
A crônica de Jô Soares nos revela a predominância do gênero textual argumentativo, uma vez que ao mesmo tempo em que ele argumenta, também expõe. Com isso, conseguiu transformar a repetição de palavras, causando a musicalidade poética através da conjunção (que) ligando palavras.
As seqüências tipológicas localizadas entre o grupo foram: A estrutura frasal que o texto emprega, entre elas destacamos a presença marcante do verbo de ligação (ser/estar..) adjetivos, pronomes, conjunções e preposições.
A linguagem simples e coloquial nos remete idéia que trata-se de uma redação de um aluno de 5ª série.
Grupo 2: Tânia Mara R. L. Moraes; Ione Moreira Lemos; Helcineide Nunes Ferreira; Maria de Jesus A. do Nascimento; Cristiane Santos Soares.
ARGUMENTOS:
1- A palavra “composição” em vez de redação;
2- Foi escrito por uma criança em idade escolar: “Espero que a professora me dê uma boa nota”.;
3- Correção dos erros nas palavras sem passar a limpo. Exemplo no 4º parágrafo “não tem dinheiro.” no 6º parágrafo “Eu não sabia”;
4- Texto narrativo- dissertativo porque dá sua opinião sobre o assunto: salário mínimo;
5- Refere-se às pessoas que o cercam: meu pai, meu avô, minha mãe;
6- Elementos que mostram que o texto foi escrito por criança: a) sala de aula/professora, b) família- pais/avós;
7- Como abordou o assunto (como adquiriu informações sobre o assunto): A) através do contato com a TV, B) através da realidade existente em sua vida familiar;
8- O texto possui estrutura de uma crônica por se tratar de assuntos do cotidiano, porém escrito em forma de Redação escolar;
Grupo 3: Rosinete; Arlete; Sônia.
O grupo observou no texto “Composição: Salário mínimo”, que há a predominância do uso de uma linguagem informal, com muitas marcas da oralidade tendo como referência laços familiares presentes ao longo do texto, observado – “Meu pai diz que o salário mínimo...” “meu avô é aposentado...” “Ouvi dizer que o salário não aumenta por causa dele...”
A linguagem do texto com marcas de correção ortográfica, que nos remete a pensar que o texto foi corrigido por alguém, observado no 4º parágrafo 4ª linha, 8º parágrafo 2ª linha. No texto estas marcas aparecem bem fortes para causar essa impressão de correção.
No terceiro parágrafo e no penúltimo o autor coloca situações que indicam que realmente é uma redação escolar porque cita professora e nota na redação produzida pelo aluno. “... meu pai quase quebrou...” “...a professora me deixou de castigo...” “... espero que a professora...”.
Grupo 4: Evaldo Sousa Barrreto; Janete Moraes Lopes; Maria do Livramento Pereira.
Devido à estrutura textual: organização dos parágrafos, terem sido manuscrito e apresentar correções, a linguagem simples, informal e fazendo referências à família, várias marcas da oralidade e o uso de diminutivos, sugerem ser uma criança e ainda por o aluno referir-se a professora, no penúltimo parágrafo do texto, sinalizando que a produção do texto seria para a obtenção de notas.
Grupo 5 : Edina; Walkyria; Olinda; Apoliana; Lucimar.
Não é um exercício escolar, pois:
1- O autor se apropria de uma redação para construir outro gênero que é a crônica;
2- O autor usa o discurso infantil para reforçar a tese que é a crítica ao salário mínimo;
3- Seqüência tipológica predomina a dissertação argumentativa, pois defende uma tese.
4- Os erros ortográficos são propositais, pois são para provar que o gênero é redação.
Após a apresentação dos grupos fiz uma observação ao primeiro grupo que falou da conjunção “que”, segundo análise do grupo este conjunção causava musicalidade no texto, então falei que na verdade era um recurso usado muito na oralidade, e que esta repetição é usada na maioria das vezes por crianças quando estão contando algo, não teria neste caso uma musicalidade e sim uma marca da oralidade, o quarto grupo concordou comigo.
Gostei muito das colocações dos grupos, no momento da socialização, eles colocaram outros argumentos que não expuseram em suas sínteses, como por exemplo, que o próprio autor do texto já determinava o gênero do texto, Jô soares que é muito conhecido como apresentador de um programa na rede Globo, e é também um escritor de várias crônicas, e que o próprio suporte ajuda a definir o gênero.
Falaram que o autor usou até a folha de caderno para dar idéia de uma redação escolar, e a própria linguagem simples que demonstra certa ingenuidade de quem escreve (o que é cesta básica; um livro chamado Constituição; eu não sabia que meu avô era tão importante...) levando o leitor a crer que este texto foi produzido por uma criança.
Foi falado também das críticas feitas neste texto sobre o salário, a própria instituição escolar, as leis que não são cumpridas, a situação do idoso em nossa sociedade. E que as idéias discutidas no texto foram bem articuladas, comprovando que o texto foi construído por um adulto com muitas de leituras e que conhece bem as questões políticas e sociais do país.
Quanto às seqüências tipológicas os grupos afirmaram que a predominância foi do tipo dissertativo argumentativo.
Avaliação dos cursistas foi feita por escrito, por cada grupo, são as seguintes:
O curso foi de fundamental importância para nossa formação continuada, pois por meio de uma relação dinâmica e participativa compartilhamos diversos saberes relevantes a nossa prática docente em sala de aula.
O Programa gestão da Aprendizagem Escolar (GESTAR II) está muito bem estruturado no que concerne o ensino aprendizagem, já que nos momentos de estudo abordamos os termos técnicos diante dos assuntos trabalhados, assim como preparar reflexões, discussões e atividades que serão desenvolvidas com os TP’s. E que estas TP’s possibilitem no corpo docente um trabalho significativo, prazeroso e estimulante para nós professores.
Diante dessas citações quanto ao GESTAR II podemos concluir que a aula foi bastante produtiva.
Pontos positivos: O tema discutido foi relevante para a formação dos professores presentes, pois nos ajudará no desenvolvimento de muitas atividades que desenvolveremos em sala. Os grupos que participam das discussões mostraram-se envolvidos no tema ao ponto de identificar claramente os elementos necessários do texto trabalhado.
Pontos negativos: Gostaríamos que o local das próximas reuniões ficasse garantido, pois merecemos um espaço adequado, do contrário ficaremos desmotivados a participar das próximas formações.
A oficina foi proveitosa porque além de rever, ou melhor, recapitular o estudo individual (tarefa de casa), proporcionou a discussão entre a formadora e os cursistas sobre a tipologia dos textos (unidade 11 e 12). Além disso, trocamos experiências relacionadas ao “avançando na prática” com nossos colegas e analisamos as seqüências tipológicas no texto: “O salário mínimo” (Crônica de Jô Soares).
O tempo usado na oficina foi adequado na realização das atividades propostas. Gostamos do local, por oferecer um ambiente agradável: refrigerado e espaçoso.
Para nós a oficina está contemplando os objetivos propostos.
Gostaríamos apenas que o local continuasse sendo mesmo aqui na UAB, e que o lanche fosse melhor, pois o professor precisa ser valorizado até mesmo nas oficinas. E que o horário da saída fosse sempre por volta das 17:00h e não às 18:00h devido ao trânsito e professores que dão aulas à noite.
Depois das avaliações pedi para lerem os encaminhamentos para próxima oficina que está na pauta. Agradeci a presença de todos e finalizamos com uma mensagem “o Gladiador”.
Marabá, 05 de outubro de 2009
Formadora: Seane Oliveira Xavier
Gestar II – Língua Portuguesa





